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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

J. J. SLAUERHOFF



 
 
 
 

EM LOUVOR DA INSENSATEZ DE PORTUGAL
 
As descobertas dos leitores derivam muitas vezes de acontecimentos fortuitos ou, pelo menos, resultantes de circunstâncias que não se podem considerar como estritamente relacionadas com o simples desejo da fruição literária: não tenho dúvidas que as razões que levaram ao aparecimento em português deste romance de J. J. Slauerhoff, O Reino Proibido, estão relacionadas com o facto intrigante de ser uma obra passada em Macau, tendo como personagem principal o bardo pátrio, e com a legítima curiosidade de saber que tratamento literário daria este autor holandês a temas da história portuguesa.
 
Nas ínfimas referências que se consegue obter no nosso país sobre literaturas mais periféricas, pouco ou quase nenhumas informações se descobrem sobre este autor. Foi possível, no entanto, saber que J. J. Slauerhoff foi um poeta com alguma notoriedade na chamada geração modernista neerlandesa e que fez algumas incursões no domínio da narrativa, de onde se destaca este romance agora traduzido.
 
Antes do mais, deve já referir-se que O Reino Proibido é uma obra de inegáveis qualidades estéticas e literárias, de leitura muito aliciante, e não uma mera curiosidade histórica. Um dos seus elementos mais fascinantes é a complexidade da estrutura narrativa, constituída por várias tramas, algumas delas com diversos narradores, que se vão entrecruzando num tecido comum. Além disso, em cada trama autónoma, mas confluente em termos temporais, aparece indícios que recorrem para outras, provocando, por isso mesmo, uma ambiência perturbante e originando, no leitor, uma expectativa que, curiosamente, morre em si mesmo. E este aspecto não só lhe cria um sincero mal-estar, como o obriga a interrogar-se sobre o elemento mais intrigante deste romance: o seu sentido.
 
Apenas quando o leitor chega às últimas páginas de O Reino Proibido é que confirma aquilo que foi pressentindo ao longo do romance, isto é, que o sentido que o estrutura é puramente formal. De facto, este tem uma construção narrativa muito próxima de um complexo metonímico em que a sucessão (e justaposição) das tramas provoca o efeito poético essencial. Desta opção estética decorre, nos dias de hoje, certa dificuldade na sua leitura e, por isso, teria alguma utilidade, em termos editoriais, que esta obra tivesse uma introdução que a integrasse nas correntes literárias e estéticas dos anos vinte e trinta, de onde é originária, e que, de certo modo, questiona e confronta.
 
Como é referido no texto de apresentação da contracapa, o romance conflui para uma situação em que um telegrafista naval irlandês se vê a percorrer os mesmos passos que Camões seguiu em Macau e na China, chegando mesmo a enfrentar o seu espectro. Como se o nosso poeta necessitasse, por razões e artes demoníacas, de entregar o testemunho do seu doloroso destino a um homem do presente século, atraindo-o e envolvendo-o com a sua sombra, de molde a dar-lhe a compreender o sentido “real” da sua obra. Porém, esta linha narrativa de O Reino Proibido é também somente aludida: a personagem contemporânea, depois de, por momentos, se “transfigurar” no poeta, numa alucinante deambulação pela China e por Macau (para a qual não é insignificante o uso do ópio), esquiva-se a essa “presença” dilacerante como se tivesse pressentido que o destino de Camões era impossível e insustentável.
 
Perante esta ausência de sentido explícito, o que fica subjacentes à(s) própria(s) trama(s) de O Reino Proibido é a substância que a(s) fermentou: o destino de Macau e, completarmente, de Luís de Camões. De facto, a imagem que este romance transmite da fundação de Macau, da sua situação como colónia extrema de Portugal ao longo dos séculos, é, num universo borbulhante de conspirações, ódios e brutalidade, de uma desumana epopeia no seu estatuto de ponta-de-lança para a “conquista” (no sentido político, económico e cultural) do Extremo Oriente.
 
Em paralelo, é dada à figura do poeta nacional um percurso que conflui para este estatuto de Macau: forçado ao exílio pelo poder político - em consequência de um conflito com o Príncipe português, devido a amarem a mesma mulher -, mas, ao mesmo tempo, aceitando este destino por corresponder à sua ânsia por “perder-se” em conquistas nos confins do Império, Camões é, durante a sua viagem para o Oriente, obrigado a substituir a espada pela pena (a imagem que se transmite do nosso épico é que este se sente “tentado” pela poesia, mas não a deseja de forma consciente) como forma de compreender as razões do seu destino (e com ele, o da sua pátria) naquelas paragens.
 
Neste sentido, percebe-se que “compreender” (a intenção de Camões) é um projecto mais ambicioso do que “conquistar” (as razões da fundação e da existência de Macau), mas que, no essencial, pretende atingir o mesmo fim: “absorver” os universos radicalmente distintos das civilizações orientais e, ao mesmo tempo, dar sentido à motivação da diáspora nacional e ao seu projecto expansionista. E o resultado final dos dois projectos é, tal como o seu percurso, similar: a cidade de Macau que o telegrafista vem a conhecer, no princípio do século, é uma “cidade-fantasma”, abandonada pelo país colonizador, sem sentido histórico e à deriva no tempo, uma espécie de “no man’s land” entre o Ocidente e o Oriente; quanto a Camões, a desmesura do seu projecto, transformou-o numa “alma-penada” caminhando pelas estepes desérticas (porque “insignificantes”) da China, em busca de regressar à vida, isto é, à sua pátria que não passa de um “sonho” que o repudia e abandona. O seu poema épico é, por isso, uma obra falhada nos seus fins, visto que o Oriente se recusa a tornar-se redutível à compreensão do Poeta e este sente-se forçado a utilizar, por circunstâncias históricas e paradigma cultural, a mitologia clássica (um território não-humano) para tentar compreender a insensatez do destino nacional.
 
E compreende-se, então, as razões profundas porque Macau e Camões exercem um enorme fascínio sobre J.J Slauerhoff: existe neles uma absurda insensatez que não só os torna inevitavelmente “perdedores”, como os transfigura, pelo seu não-sentido, em gestos históricos gratuitos, isto é, só compreensíveis e louváveis em termos estéticos.
 
Em conclusão, O Reino Proibido é uma obra que, para além de inúmeras interpretações romanescas do nosso Épico, que decerto deleitarão os nossos camonianos, se revelará de uma estranha e original beleza, mergulhando o leitor em universos impressionistas e fantasmagóricos que parecem reavivar as neblinas que percorrem inúmeros trechos do destino nacional e lhe darão uma aliciante, e respeitável, no seu questionamento, perspectiva sobre os caminhos para que a História empurrou este povo à beira-mar plantado.
 
Publicado no Público em 1997.
  
 
Título: O Reino Proibido
Autor: J. J. Slauerhoff
Tradução: Patrícia Couto e Arie Pos
Editor: Editorial Teorema
Ano: 1997
198 págs.,  € 1,10
 
 
 


terça-feira, 13 de agosto de 2013

MARGRIET DE MOOR


 
 
 

O CANTO E A PELE

 Quem se interessa pelo futuro da edição e do livro, e acompanha esta problemática um pouco mais atentamente em termos internacionais, sabe que a Holanda é, nesta matéria, um caso modelar, em particular quando se tem em consideração o número de falantes da língua flamenga e as potencialidades circunscritas do seu mercado editorial: índices de hábitos de leitura e de aquisição bastante elevados, uma edição com uma oferta muito diversificada, onde se destaca um número expressivo de obras de autores nacionais em plena actividade e, entre estes, uma significativa percentagem anual de novos autores e, em complemento, uma atenção à produção editorial internacional que espantaria o leitor português. Enfim, uma situação que, tendo decerto algumas possíveis deficiências, transmite uma imagem “optimista” do futuro da edição e do livro. Porém, e há que o realçar, é evidente que esta situação é consequência natural de estarem resolvidos na Holanda, de um modo consistente, os problemas estruturais da educação e da cultura…

 

No continuado e intenso esforço que as instituições públicas flamengas têm feito para divulgar a sua literatura em termos internacionais, coube agora a Portugal a sorte de ter acesso a um conjunto de autores que integra alguns dos mais recentes e interessantes da actual literatura em língua flamenga. E, dentro destes, cabe-me realçar Margriet de Moor que, ao terceiro livro de ficção, conseguiu obter, tanto na Holanda como no exterior, uma merecida consagração. As Ed. Asa decidiram traduzir O Virtuoso, último romance desta autora que começou a publicar tardiamente, depois de se ter dedicado à actividade musical e à história da arte, e cujos conhecimentos são bem visíveis, e fundamentais, nesta obra.

 
O Virtuoso narra uma belíssima história de paixão de uma jovem aristocrática do sul da Itália por um “castrati” no séc. XVIII. Porém, através desta história transparece, antes do mais, uma fascinante imagem da sociedade aristocrática napolitana desta época, dominada por um contínuo jogo de máscaras e simulações, de sombras nocturnas e de luz, num obsessivo e requintado império dos sentidos que parece mergulhar os corpos num tão inebriante prazer que provoca a desagregação da própria identidade sexual.

 
Um dos elementos fulcrais deste romance é a identificação do “canto” com a sensualidade. Isto é, não só se considera que o principal efeito do “belo-canto” sobre o outro é propiciar o seu despertar erótico, mas também que emana de uma energia física que, ao procurar a plena sedução, impõe, por isso, o árduo esforço que leva à perfeição. Para a autora, este princípio é notório na arte do canto, mas transparece a ideia de que pode ser aplicado a qualquer ofício, deixando vislumbrar a conclusão de que a capacidade criativa e de trabalho é variável de acordo com a intensidade do desejo de cada um e que a beleza é sempre resultante dessa capacidade que, por essência, se torna erótica.

 
Porém, e regressando ao “canto”, entende-se que a sensualidade, que ele provoca, erotiza todo o corpo, desfuncionalizando o sexo, ou seja, deixando-o como simples elemento integrante de uma sexualidade que atinge a dimensão de toda a pele. E, por conseguinte, essa erotização do corpo procura a sua plena satisfação tanto em si como no ser amado, secundarizando a identidade sexual deste e respondendo privilegiadamente ao poder de atracção com que a beleza consegue transfigurar um determinado momento. É evidente que a figura de Gasparo Conti, o virtuoso “castrati”, torna-se perfeita, porque corporiza de um modo fácil, pela sua situação, esta perspectiva da sexualidade, tanto mais que impõe à sua amante, em resposta à sua voz, uma “arte” de sedução de valor equiparável.

 
Convém, por fim, salientar que estes momentos de paixão são assumidos em O Virtuoso como o mais perecível e, ao mesmo tempo, como o mais essencial da existência. Quer isto dizer, que toda a existência é encarada na dimensão etérea do canto, o que não exclui a tragicidade do sofrimento nem uma certa fidelidade ao prazer e à beleza.

 
Mas a qualidade deste romance de Margriet de Moor provém, decerto, do seu estilo. A autora procurou, de um modo coerente, aproximar o seu estilo ao canto, isto é, em que a evolução narrativa se justifica em exclusivo pela emoção das personagens (e com que se procura envolver o leitor), da mesma forma que a única lógica em que assenta uma área cantada é a necessidade expressiva da emoção. Por isso, todo o romance é constituído, dentro de um rigoroso quadro cenográfico, por momentos fugazes, vislumbres de corpos e desejos, situações de prazer e mágoa, progredindo por saltos, conforme se encadeiam e associam tonalidades sensitivas. O resultado é um romance intenso em termos estéticos e, ao mesmo tempo, de uma leveza que nos faz recordar uma máxima fundamental da aprendizagem da vida: nada há mais denso e íntimo do que a pele.  

                                                                                                        
Publicado no Público em 1997.

 

Título: O Virtuoso
Autor: Margriet de Moor
Tradução (a partir do alemão): Fátima Freire de Andrade
Editor: Edições Asa
Ano: 1997
173 págs., € 5,00


 



quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

HELLA S. HAASSE




A PERSONAGEM CRIADORA



Durante as décadas de setenta e oitenta, muito poucos foram os escritores holandeses que adquiriram uma segura irradiação nos circuitos internacionais da edição literária. Um deles é Hella S. Haasse, uma autora com uma longa carreira que, entre muitas outras expressões literárias, tem cultivado o romance histórico, um género que, como é sabido, possui públicos garantidos um pouco por toda a parte e, por isso mesmo, torna mais fácil a implantação de certos autores nesses circuitos. De facto, esta escritora conseguiu o reconhecimento internacional com alguns romances onde associa erudição a um criativo tratamento narrativo ao abordar temáticas em que a contextualização histórica contribui para evidenciar as componentes da sua problematização.

Bem exemplar de tudo isto é Uma Ligação Perigosa - Cartas de Valmont, o primeiro romance de Hella S. Haasse a ser editado no nosso país. Para um leitor de cultura média, este título estabelece logo uma conexão com As Ligações Perigosas de Choderlos de Laclos, talvez o romance epistolar mais conhecido do séc. XVIII, e um dos textos fundamentais da literatura libertina. Partindo de uma referência de Laclos no final deste romance, onde assinala que a sua personagem principal, a marquesa de Merteuil, depois de ter passado o seu período de esplendor num constante jogo de seduções e traições, se refugiou, perseguida pelos credores, desfigurada pela varíola e cega de um olho, na Holanda, Hella S. Haasse resolve imaginá-la vivendo numa pequena casa de campo situada num local que, em neerlandês, quer dizer “Valmont”, o nome do seu amante e cúmplice nos jogos libertinos. E, a partir daí, conceber uma impossível troca de correspondência entre si e a personagem de Laclos, de forma a confrontar a sua visão do mundo e, em particular, da mulher com as reflexões sobre o seu destino com que, eventualmente, a marquesa de Merteuil, no meio da mais atroz solidão, ocupou os seus últimos dias.

A própria autora refere que um dos principais interesses desta correspondência poderá estar em reflectir experiências de vida de duas mulheres com características físicas e psicológicas diametralmente distintas. Além disso, Hella S. Haasse confessa que com esta correspondência pretendeu exorcizar um fantasma, isto é, uma determinada concepção da mulher e do seu lugar no mundo que lhe são estranhas, mas que, por isso mesmo, a fascinam.

A primeira constatação que se pode fazer sobre a construção de Uma Ligação Perigosa é que exige a interacção de dois níveis de leitura que se encaminham de um modo gradual para uma total confluência.

No primeiro nível, a obra parece centrar-se numa reflexão sobre dois estatutos da feminilidade. O primeiro, defendido pelas epístolas da marquesa de Merteuil, genuinamente iluminista, parte do princípio de que não há nenhuma relação social - e, muito menos, de cumplicidade de desejos - que não se baseie numa relação de poder. Por conseguinte, a afirmação da liberdade na mulher, no contexto social e político do séc. XVIII, parte do primado de uma soberania a conquistar (contra Deus, contra o Outro, contra a Natureza - isto é, o condicionalismo em si das emoções e dos sentimentos): o prazer (a “felicidade”) só pode resultar da vertiginosa paixão de manipular o outro, pelo exercício da razão, até ele se enredar de forma submissa na satisfação do desejo de quem o manipula. O segundo, protagonizado pelas cartas da autora, originário do quadro ideológico do romantismo, defende que qualquer relação social - e, antes de mais, a afectiva – “deve” assentar numa ética da igualdade que reconheça o outro como pessoa. A relação amorosa, neste contexto, não é a finalização de uma estratégia, de uma “representação”, mas a consequência “natural” (isto é, um efeito da sensibilidade) da necessidade individual de complementarização para o aparecimento do Ser: a felicidade está na condução do desejo num contexto sentimental, amoroso, que permita a construção, sempre frágil de um Uno utópico. Hella S. Haasse, mesmo tomando claramente partido neste conflito dialéctico, percebe - e este é um dos elementos fascinantes deste romance - que ele está hoje longe da sua plena superação e que, pelo contrário, cada vez mais está na ordem do dia numa sociedade como a nossa, onde o efeito sedutor da imagem-corpo se infiltra, como valor “aristocrático”, no ideário do voluntarismo igualitarista. Talvez seja esta a razão sociológica por que a autora sente a “imagem interior” da marquesa de Merteuil a cercar as suas convicções e daí que sinta necessidade de a exorcizar.

Mas, para que as teses de Hella S. Haasse sejam, em coerência, defendidas, há um problema que se lhe coloca - e entramos no segundo nível de leitura - relacionado com a própria construção do romance: como será possível eliminar o papel demiúrgico e manipulador do autor? Choderlos de Laclos resolveu-o de uma forma clássica em As Ligações Perigosas: ao construir o romance através do encadeamento de cartas trocadas, “dissolveu” o efeito mediador e soberano do narrador, dando ao leitor a ilusão de que as personagens são “reais” e conseguindo escamotear assim, quase por completo, o próprio estatuto do autor. Hella S. Haasse opta por uma estratégia narrativa oposta e com efeitos, na aparência, contraditórios: primeiro, enuncia de forma explícita que o estatuto da marquesa de Merteuil é o de personagem de ficção; segundo, ao colocar-se ela própria, Hella S. Haasse, como personagem, emissora e receptora de cartas, provoca a ilusão de autonomizar a sua interlocutora, transmitindo a ideia de que ela pode, de modo independente, pensar e até decidir o seu destino. E, de facto, se, por um lado, a escritora Hella S. Haasse sente necessidade de delinear a configuração física e até o contexto espacial em que a marquesa de Merteuil deambula (coisa que Choderlos de Laclos pouco ou nada fez no seu romance), por outro, dá-lhe o direito de ser ela a definir a interlocutora que necessita (isto é, a própria Hella S. Haasse), de ser ela a denunciar a presença fantasmagórica e manipuladora da autora, de “viciar” o próprio debate, escamoteando informações, e, por fim, de tentar construir o seu destino, fugindo às intenções de quem a criou. O objectivo desta estratégia narrativa torna-se claro quando, na estrutura do romance, a marquesa de Merteuil se transmuta em Merlim a corresponder-se com a Fada Morgana e que se pode resumir na seguinte questão: é o autor que cria a personagem ou é esta, como arquétipo em constante mutação, que "cria” o autor, ao infiltrar-se nas suas inquietações?

Uma Ligação Perigosa levará, decerto, o leitor a interrogar-se, algumas vezes, se não estará em presença de um ensaio que se oculta sob as roupagens de um romance e, por outras, a “irritar-se”, aqui e ali, com algumas desnecessárias derivações eruditas de Hella S. Haasse. No entanto, se conseguir alhear-se destas questões de tipificação literária e se deixar envolver no percurso sinuoso dos argumentos e contra-argumentos destas epístolas, verá que considerará bem estimulantes e actuais algumas das reflexões que esta obra espelha.

Publicado no Público em 1997.


Título: Uma Ligação Perigosa - Cartas de Valmont
Autor: Hella S. Haasse
Tradução (do neerlandês): Ana Pinto de Almeida e Arie Pos
Editor: Editorial Teorema
Ano: 1997
203 págs., € 11,88